Quinta-feira, 25 de Março de 2010
PPC
Se o Passos Coelho fosse de Vila Nova de Gaia teria muitos mais apoios em Vila Real. Mas como não é, o Dr. Paulo Rangel conta com um enorme apoio do Distrito. Tenho pena que assim seja. Infelizmente o reconhecimento dos seus conterrâneos é esquecido. Não que eu seja um provinciano que com duas palas nos olhos, mas custa muito ver isto.
Mas em contrapartida Passos Coelho conta com imensos apoios vários outros Distritos que reconhecem as suas capacidades. Segundo uma fonte anónima amanha no jantar de Passos Coelho em Barcelos até estará presente um antigo Dirigente do CDS que muito tem acompanhado e apoiado esta candidatura na tentativa de alcançar um lugar ao Sol.
Quarta-feira, 17 de Março de 2010
Portugal nas mãos dos militantes do PSD
Artigo in Diário do Minho de 17/03/2010
Como cidadão independente, não filiado em qualquer partido, acompanho com natural atenção as eleições internas do PSD. A importância destas eleições internas no maior partido da oposição é tanto mais relevante quanto mais avaliarmos as consequências da escolha dos militantes dos Partido Social Democrata. Estes, mais do que elegerem um presidente para o partido, estarão provavelmente a escolher aquele que será o próximo primeiro – ministro de Portugal.
De entre os candidatos Paulo Rangel, Aguiar Branco e Pedro Passos Coelho, ao que se juntou agora um quarto, Castanheira de Barros, um deles será o próximo líder do PSD. Recentemente tem sido também lançada por alguns destacados militantes e dirigentes regionais e nacionais do PSD uma candidatura alternativa a estes nomes, a de Marcelo Rebelo de Sousa.
Paulo Rangel e Aguiar Branco são claramente os candidatos que representam o aparelho partidário. A vontade de poder expressa em Paulo Rangel potenciou em si o poder da vontade em ser candidato e antecipar a apresentação da sua candidatura relativamente a Aguiar Branco, quando se previa que este último fosse o único candidato a emergir do aparelho partidário. Paulo Rangel cedeu à perversidade da vontade e começou mal. E já diz o povo, o que nasce torto tarde ou nunca se endireita! E de facto assim tem sido. Paulo Rangel tem tido uma prestação bastante modesta nos debates ficando muito aquém da sua performance das eleições europeias. Este facto permite interrogarmo-nos se Rangel brilhou nas europeias por mérito seu ou se, pelo contrário, por demérito do seu adversário directo, sendo certo que esta última hipótese deixa de o ser para dar lugar a uma convicção.
O próprio aparelho partidário, que não vê com bons olhos uma vitória de Pedro Passos Coelho, já manifestou o seu cepticismo quanto à vitória da candidatura de Rangel ao lançar insistente e publicamente o nome de Marcelo Rebelo de Sousa para uma candidatura. Ora, este é o sinal claro de que o próprio aparelho partidário está convicto que Rangel não vai vencer as eleições internas e que esta opção se mostrou desacertada.
O país, nas últimas eleições legislativas, deu um sinal claro que não se revia na liderança e na estratégia delineada pela Direcção do PSD da qual Rangel e Aguiar Branco fizeram e fazem parte, respectivamente. Este indício deve ser considerado pelos militantes do PSD na hora de escolherem o seu líder. Estes, se querem ter o PSD a liderar o próximo governo, devem optar por aquele candidato que melhor possa consolidar esse objectivo. Sendo certo que a candidatura de Aguiar Branco tem, na minha opinião, pautado a sua actuação pela positiva, de entre os candidatos aquele que se mostra mais preparado para dar uma nova imagem, uma nova cara ao PSD, é Pedro Passos Coelho. E é isso que o país quer, um novo rosto, uma nova esperança! É disto que o país está à espera, de um líder do PSD que represente o futuro, não renegando o passado. O país quer que os militantes do PSD elejam um líder que seja uma verdadeira alternativa ao actual primeiro – ministro. E Pedro Passos Coelho é a alternativa que o país precisa. Os militantes do PSD carregam consigo o peso da responsabilidade de o futuro de Portugal passar pelas suas mãos.
Carlos Borges
Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Domingo não fique em casa. Vá apoiar o BRAGA

Após a magnífica vitória em Belém, é hora da cidade de Braga alimentar o sonho. Não fique em casa no Domingo. Vá ao AXA apoiar o S. C. Braga.
Eduardo: «Queremos fazer história»

Grande exibição do S.C. BRAGA. Mais uma vitória fantástica dos GVERREIROS, agora em Belém. Com 10 jogadores desde o minuto 15, o S. C. Braga demonstrou uma grande personalidade durante o jogo com o Belenenses. Apesar de toda a equipa estar de parabéns, uma palavra especial para o Eduardo e para o Domingos, claramente, o homem do jogo!
Domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Eu tenho um feeling, o jogo Porto x Braga devia ser adiado
Artigo in Diário do Minho de 2010/02/07
Eu tenho um feeling, o jogo Porto x Braga devia ser adiado
Eu tenho um feeling, os castigos aplicados a Vandinho, Mossoró e Ney demonstram que, parafraseando Camões, “…um poder mais alto se alevanta…”. Mas será que é só um? Não serão dois?
Não vou aqui, naturalmente, defender que os jogadores do S.C. Braga são os únicos atletas bem comportados da Liga. Como diria Quinito, se quisesse bons rapazes iria escolhê-los ao seminário. Aliás, ao que parece, esse comportamento é característico apenas dos jogadores do Benfica. Tudo bons rapazes! Pontapear um jogador do Nacional deitado no chão como fez Luisão, isso é coisa de menos! Dar um pontapé na cabeça do Meyong como fez Javi Garcia é coisa sem importância. Ao que parece pontapear adversários é coisa que o espanhol do Benfica até tem muita apetência. O “coice” que Javi Garcia deu ao Valdomiro confirma essa reiterada e “generosa” capacidade em pontapear adversários. Ora, isto é coisa para um sumaríssimo, que não passa de uma mera cortina de fumo para mascarar os castigos aplicados aos jogadores do S.C. Braga. É que o espanhol tem este comportamento reincidente e a Liga propõe que apanhe, tão somente, dois jogos de suspensão. Vale a pena prevaricar, mas só para alguns!
Eu tenho um feeling, tudo mais parece não passar de uma pretensão teórica que consiste em legitimar actos de insubordinação às leis do jogo por parte de alguns atletas, que parecem usufruir de um estatuto privilegiado. O castigo aplicado a Mossoró, 3 jogos, vem dizer-nos que a Comissão de Disciplina da Liga considera mais grave agredir um jogador com uma chapada do que com um pontapé! Além disso, o castigo de Mossoró é superior ao de Ney, quando todos vemos nas imagens televisivas que foi o Ney quem atingiu o Cardozo com maior impetuosidade. Mossoró, vê-se, dá uma chapada ao Cardozo. O interessante no meio disto tudo é que Ney, ao contrário de Mossoró, já não está ao serviço do S. C. Braga. O Conselho de Disciplina da Liga diz-nos também que Di Maria teve um comportamento exemplar ao pontapear a bola para o banco de suplentes da equipa adversária!
Eu tenho um feeling, eles querem que nós acreditemos, não no que vimos e vemos, mas no que eles nos dizem que viram!
Como dizia o presidente do Benfica, agora há clareza no futebol português! E nós sabemos a que clareza se refere. Eu tenho um feeling, clareza aqui é sinónimo de óbvio!
Eu tenho um feeling, é a clareza que leva o Benfica a antecipar o jogo com o Leira para a semana em que, curiosamente, a Comissão disciplinar da Liga decide anunciar os castigos aplicados aos jogadores do S. C. Braga. É a clareza que leva a mesma comissão a tornar públicos os castigos no primeiro dia após o fecho do mercado de transferências! Eu tenho um feeling, tudo parece que está pensado ao pormenor! Nem os EUA conseguiram ter um ataque tão certeiro contra as tropas inimigas, na invasão do Iraque! Não nos impressionam nem nos aterrorizam porque não nos farão desistir! Lembrem-se que Portugal começou a existir enquanto nação de norte para sul, e não o contrário. Como diria Paulo Morgado em o Corrupto e o Diabo, só não percebe o que se passa quem é asnático.
Eu tenho um feeling, é a clareza que procura gerar a ideia que o Benfica tem, obrigatoriamente, que ser campeão, e essa é uma noção embebida intrinsecamente no ambiente futebolístico, onde o S. C. Braga tem sido um empecilho a essas pretensões.
Eu tenho um feeling, é a clareza que pune o Vandinho com três meses de suspensão por tentativa de agressão. Esse processo, visto de fora e em jeito de ficção, parecia assemelhar-se a um daqueles filmes de suspense em que o investigador andava o filme todo à procura de vestígios de ADN no corpo da vítima como forma de provar a queixa que o visado, seu pretenso amigo, lhe apresentou, quando ninguém viu aquilo que o queixoso se queixou. Como não os encontrou e ninguém viu, o investigador teve ele próprio que encontrar uma solução para incriminar o suspeito!
Eu tenho um feeling, não é preciso ter narinas de apurado olfacto para sentir o “perfume” que paira na atmosfera.
Eu tenho um feeling, o jogo Porto x Braga devia ser adiado para o mês de Abril. Em nome da clareza, obviamente! As razões são as mesmas que levaram à antecipação do Benfica x Leiria, ou seja, a preparação dos portistas para a jornada europeia, além de que os meses de Fevereiro e Março são meses complicados para o F. C. Porto. Queremos que o S.C. Braga vá ao Dragão vencer o jogo, mas não queremos que depois nos retirem o mérito da nossa vitória com a fadiga dos jogadores do F. C. Porto.
Aquilo que está a acontecer ao S. C. Braga deveria merecer uma profunda reflexão por parte dos clubes ditos mais pequenos. Amanhã poderá acontecer-lhes o mesmo! Todos estes clubes deveriam unir-se para dizimar o poder daqueles que se julgam superiores. Tal como dizia Rousseau “…aquele que se julga senhor dos outros não deixa de ser mais escravo do que eles...”.
Eu tenho um feeling, vai escrever-se direito por linhas tortas e Olberdam vai marcar o golo de cabeça na vitória sobre o Benfica, precisamente, no Estádio da Luz. Eu tenho esse feeling!
Carlos Borges
Sócio do Sporting Braga
Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
A vergonha do nosso futebol
(74) Citação do dia
A independência tem um preço, sempre o soube, e nunca me recusei a pagá-lo
Autor: Eugénio de Andrade
Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
Quando se derrubam os outros muros?
Artigo in Diário do Minho de 18/11/2009
Do vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim, celebrado com pompa e circunstância pelos responsáveis europeus, e nos quais se incluíram políticos portugueses, já muito se falou durante a última semana. Das consequências da queda do muro, a quem o mundo chamou de Muro da Vergonha, e construído pela República Democrática Alemã durante a Guerra - Fria, já muito se disse. Do muro que dividia Berlim ao meio e simbolizava a divisão do planeta em dois blocos, o democrático e o comunista, já muito se escreveu. A queda do Muro de Berlim simbolizou o fim de uma barreira física entre o Ocidente democrático e o Leste comunista, entre a sociedade liberal e o marxismo. Dito de outro modo, simbolizou o fim da separação física entre o mundo capitalista e o mundo pobre. O Ocidente liberal via na queda do muro de Berlim o corolário do combate ao marxismo. Parece-me, no entanto, que o ocidente liberal apenas se preocupou em combater Marx, negligenciando o combate a Nietzsche, cujo muro, não só se mantém edificado, como continua a crescer, com todas as consequências sociais que daí resultam.
Sendo certo que, sob o ponto de vista da liberdade, o mundo mudaria para melhor com a queda do muro, não é menos verdade que temos assistido ao longo deste anos ao reerguer de um sem número de muros que ceifam a liberdade aos cidadãos.
Como disse, muito se falou nestes dias, no nosso país, sobre a efeméride, mas parece-me pertinente colocarmos hoje a seguinte questão: Para quando derrubar os muros da vergonha que há em Portugal?
Esses muros, uns mais visíveis, outros menos, são aqueles que impedem os portugueses de, na sua caminhada da vida, olhar o horizonte com um brilho nos olhos e com esperança no futuro.
São muros da vergonha, os muros de silêncio que se edificam perante os sinais evidentes de corrupção, os muros que dificultam o acesso dos portugueses à Saúde, os muros que tornam intrincado o acesso à Educação e os muros que complicam o acesso à Justiça. São os muros que separam os cidadãos entre si, são os muros que limitam o acesso das empresas aos fundos comunitários, são os muros que bloqueiam o acesso dos recém – licenciados ao primeiro emprego, são os muros que causam problemas aos cidadãos no acesso a muitos serviços públicos. São os muros que aumentam as discrepâncias entre o norte do sul, desviando do primeiro fundos comunitários para utilização no segundo. São os muros que separam os ricos dos pobres, e que colocam os ricos de um lado e os pobres do outro. São os muros que dividem a nossa sociedade e que levam uma grande parte das famílias portuguesas a viver abaixo de um limiar de pobreza que se julga razoável para a dignidade humana. É preciso derrubar estes muros A liberdade da verdade, não pode ficar prisioneira dos muros de injustiça.
Em vez deles, é necessário construir pontes, pontes de solidariedade. Pontes que unam os cidadãos entre si, pontes que permitam o acesso de todos à Saúde, à Educação e à Justiça. Mas esta tarefa, é uma tarefa que cabe a cada um de nós. Dito de outro modo, não podemos permitir que sejam os outros a fazer por nós aquilo que todos nós temos a obrigação de fazer, a não ser que a existência desses mesmos muros nos seja útil para explicarmos com isso os nossos fracassos. Como dizia S. Paulo, não podemos viver como ovelhas destinadas ao matadouro.
Não pode haver um cidadão que se sinta bem com a sua própria consciência se, ao olhar em seu redor, constatar a presença de uma criança ou um idoso que chore de fome ou de frio, e nada fizer para derrubar esses muros que os impedem de viver com alegria.
Carlos Borges
Vice – presidente da Associação Justiça para Todos
Sábado, 21 de Novembro de 2009
Faleceu Jorge Ferreira
Já sabes? Faleceu o Jorge Ferreira! Foi assim que recebi a notícia por telemóvel. Apesar de ser uma notícia aguardada, fica sempre aquela sensação que este dia podia ficar para depois.
Conheci o Dr. Jorge Ferreira na fundação do PND. Enquanto estive no PND, o Dr. Jorge Ferreira foi dos membros do partido e dos mais próximos ao Dr. Manuel Monteiro, aquele que mais se distinguiu pela frontalidade com que expunha as suas opiniões. O Dr. Jorge Ferreira lia os factos políticos à distância e previa as consequências com grande brilhantismo. Muitas vezes, e apesar de ter essa capacidade de "ler o futuro" muitas das suas previsões não foram acatadas pelo PND.
Perde-se um grande político. O país fica mais pobre!
Sentidas condolências à família.
Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Auditoria arrasa finanças da Câmara de Braga
Hoje na reunião da Câmara de Braga, esteve em discussão a auditoria da Inspecção - Geral da Finanças (IGF). A coligação Juntos por Braga solicitou a realização de uma auditoria externa. O relatório da IGF arrasa as finanças da autarquia bracarense. As finanças da Câmara Municipal de Braga estão de rastos, ao contrário, segundo parece, das finanças daqueles que gravitam à volta dela. É caso para dizer que uma instituição falida pode gerar muita riqueza à sua volta, ou será por isso mesmo que ela está falida?